Mensagem de Sabedoria

terça-feira, novembro 28, 2006

Quase


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo

http://ilove.terra.com.br/lili/palavrasesentimentos/quase.asp

segunda-feira, novembro 27, 2006

Para ser mais feliz


No amor

Acredite sempre no amor. Não fomos feitos para a solidão.
Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você.
Caso tenha se separado, curta a dor, mas se abra para outro amor.
E se estiver amando, declare o seu amor.
Cada vez mais, devemos exercer o nosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor).
Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais.
Arrisque! O amor não é para covardes.
Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco será o de engordar, mas lembre-se.
"Curta muito a sua companhia."
Casamento dá certo para quem não é dependente.
Aprenda a viver feliz - mesmo sem homem/ mulher ao lado.
Se não tiver com quem ir ao cinema, vá com a pessoa mais fascinante: VOCÊ!

No trabalho

- Seja ético. A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos.
Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.
Seja grato(a) a quem participa de suas conquistas.
O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe.
Agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados.
Eleve suas expectativas. Pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer.
Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo.Tenha metas claras.
Ter objetivos evita desperdícios de tempo, energia e dinheiro.
Amplie os seus relacionamentos profissionais. Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão.
Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.
Jogue fora o vício da preocupação. Viver tenso e estressado está virando moda.
Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis. Bobagem ...
Defina suas metas, conquiste-as e deixe as neuras para quem gosta delas.

Na amizade

- Tenha amigos vencedores. Campeões falam de, e, com campeões.
Aproxime-se de pessoas com alegria de viver. Celebre as vitórias.
Compartilhe o sucesso, mesmo as pequenas conquistas, com pessoas queridas.
Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes.

No pessoal

- Perdoe! Enterre o passado para viver feliz. Todo mundo erra, a gente também.
Tenha uma vida espiritual. Conversar com Deus é o máximo, especialmente para agradecer.
Reze antes de dormir. Faz bem ao sono e a alma.
Oração e meditação são fontes de inspiração.
"Todo dia temos a opção de viver plenamente.
Afinal de contas, ATITUDE É TUDO!!!

Roberto Shinyashiki

http://www.radioclubecampobelo.com.br/webmaster/para_ser_mais_feliz.htm

domingo, novembro 26, 2006

O que as escolas e muitos pais não ensinam sobre a vida


Para qualquer pessoa, com filhos de qualquer idade, ou qualquer pessoa que já foi criança, aqui estão alguns conselhos que Bill Gates recentemente teria dado em uma conferência numa escola secundária nos EUA.
A conferência trata de coisas que os estudantes não aprendem na escola e nem em casa, fazendo com que concluam seus estudos a partir de uma visão irreal sobre a vida. Bill Gates fala sobre como a política do “bem estar” ou sentir-se bem" tem criado uma geração de crianças e jovens sem o real conceito da realidade e como essa política tem levado as pessoas a falharem em suas vidas posteriores à escola.

Regra 1: A vida não é fácil, acostume-se com isso.

Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil antes de você sentir-se bem com você mesmo.

Regra 3: Você não ganhará R$ 10.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

Regra 4: Se você acha seu professor rude e chato, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você em nenhuma circunstância. Você será cobrado o tempo todo.

Regra 5: Fritar hambúrgueres, cortar grama ou lavar carros não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de "oportunidade".

Regra 6: Se você fracassar, isso necessariamente não é culpa de seus pais. Então não lamente os erros de seus familiares, mas aprenda com eles.

Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão chatos como são agora. Eles só ficaram assim por ter que pagar as suas contas, levar você à escola, lavar suas roupas, fazer comida para você e ter que ouvir você falar o quanto você é legal e eles são chatos. Então, antes de salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto, lavar seus talheres e ser mais amável com sua mãe.

Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e os perdedores por imposição da Associação de Pais, Alunos e Mestres, mas a vida não é assim, ela sempre fará esta distinção. Alguns pais não corrigem seus filhos, não os responsabilizam, fazendo-os arcar com as conseqüências de suas atitudes. Isto não se parece absolutamente em nada com a vida real.

Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre as férias livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10: Novelas, filmes e televisão não são exemplos de vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou o clube e ir trabalhar.

Regra 11: Você pode ser um ótimo aluno, porém se não acordar cedo para a vida, verá que existem ótimos alunos hoje correndo atrás de caminhão de lixo(gari). Nem sempre ótimos alunos buscam ótimas oportunidades... E tem pais que não enxergam isso... e se enganam a vida toda ....

Obs: Se você não tem filhos ainda, guarde isso para que eles possam ler um dia.

http://www.geranegocio.com.br/html/geral/motiv.html

sábado, novembro 25, 2006

O laço e o abraço


Meu Deus!!! Como é engraçado!

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... Uma fita dando voltas?

Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.

É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.

É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?

Vai escorregando... Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita?

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.

E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.

Então o amor é isso... Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.

Autor desconhecido

http://www.flaviocosta.com/novamensagem/laco.htm

quarta-feira, novembro 22, 2006

Copo de leite


Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome. Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida pediu um copo de água. Ela pensou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite. Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou?

- Quanto lhe devo?

- Não me deves nada - respondeu ela.

- Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa.

Ele disse:- Pois te agradeço de todo coração.

Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte.

Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.

Anos depois essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos. Finalmente a enviaram a cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade. Chamaram ao Doutor Howard Kelly para examiná-la, quando escutou o nome do povoado donde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos.

Imediatamente subiu do vestíbulo do hospital a seu quarto. Vestido com a sua bata de doutor foi ver a paciente. A reconheceu imediatamente. Retornou ao quarto de observação determinado a fazer o melhor para salvar aquela vida. A partir daquele dia dedicou atenção especial aquela paciente. Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha. O Dr. Kelly pediu a administração do hospital que lhe enviasse a fatura total dos gastos para prová-la. Ele a conferiu e depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente. Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos. Mas finalmente abriu a fatura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte:

- Pago totalmente faz muitos anos com um copo de leite (assinado)

Doutor Howard Kelly.

Lagrimas de alegria correram de seus olhos e seu coração feliz orou assim:

-Graças te dou meu Deus por que teu amor se manifestou nas mãos e nos corações humanos.

Autor desconhecido

http://www.bibliaonline.net/meditar/colecao.cgi?75

quinta-feira, novembro 16, 2006

Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque tem curta vista, logo se acostuma a não olhar pra fora. E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo de viagem. A comer sanduíches porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite, cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir passado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre guerras, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone, hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios, a ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado da infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar por ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho para ganhar mais dinheiro para ter com que pagar nas filas em que se cobre.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável, à contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galos na madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só o pé e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que as poucos se gasta e que de tanto se acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colassanti

quarta-feira, novembro 15, 2006

Empurre a sua vaquinha!


Um sábio passava na floresta com seu discípulo. Ele avistou uma casinha bem pobre... Nela moravam um casal com três filhos mal vestidos, sujos e famintos. O sábio perguntou, que não via nenhuma horta, nenhuma plantação, nenhum animal, perguntou:
- Do que vocês vivem?
- Nós temos uma vaquinha que dá alguns litros de leite por dia. Uma parte do leite nós tomamos, a outra, trocamos na cidade vizinha por alimentos e roupas, e assim vamos sobrevivendo.

O sábio agradeceu e seguiu caminho... Na saída, quando viu a vaca no quintal, deu uma ordem ao seu discípulo: - Puxe aquela vaquinha até a beira do precipício e deixe que ela caia lá para baixo!

Mesmo sem compreender a ordem, o discípulo a cumpriu! E ficou pensando na maldade do sábio em mandar matar a única fonte de sustento daquela família.

Alguns anos depois, passando pela mesma região, o discípulo lembrou daquela família e do episódio da vaquinha. Resolveu voltar àquele lugar e... Surpresa! No lugar do casebre havia uma bela casa, um pomar ao redor, várias cabeças de gado, um trator novo na porta.

Avistou o mesmo pai agora bem vestido, limpo, saudável. Logo apareceram a mulher e os três filhos, todos bonitos e aparentando saúde e felicidade. Quando o discípulo perguntou a razão de tantas mudanças nesses últimos anos, o pai da família respondeu:

- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Sem a vaquinha, nós tivemos que nos virar e fazer outras coisas que nunca tínhamos feito, como plantar e criar animais. Sem a vaquinha, nós fomos à luta, só tínhamos essa alternativa: lutar para vencer!

Pense nessa história! Todos nós temos aquela vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobreviver. Vamos descobrir quem ou o que é a nossa vaquinha e quem sabe aproveitar esse momento de crise para empurrá-la morro abaixo.

Autor desconhecido

domingo, novembro 12, 2006

A tigela de madeira


Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.

A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.

- Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai, disse o filho.
- Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.

Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.

Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.

Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira.

Ele perguntou delicadamente à criança:
- O que você está fazendo?
O menino respondeu docemente:
- Ah, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer.

O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.

Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava. De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.

Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida comtrês coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçaram.

Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem. Aprendi que "saber ganhar" a vida não é a mesma coisa que "saber viver".

Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance. Aprendi que viver não é só receber, é também dar.

Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir. Mas, se focalizar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.

Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente acerto. Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.

Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém. As pessoas gostam de um toque humano – segurar na mão, receber um abraço afetuoso, ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.

Aprendi que ainda tenho muito que aprender...

As pessoas se esquecerão do que você disse... Esquecerão o que você fez... Mas nunca esquecerão como você as tratou.

Autor desconhecido

sábado, novembro 11, 2006

Não é mesmo esquisito que...


Quando o outro não faz, é preguiçoso.
Quando nós não o fazemos... Estamos muito ocupados.

Quando o outro fala, é intrigante.
Quando nós falamos... É crítica construtiva.

Quando o outro decide a favor de um ponto, é “cabeça dura”.
Quando nós o fazemos... Estamos sendo fortes.

Quando o outro não cumprimenta, é mascarado.
Quando nós passamos sem cumprimentar... É apenas distração.

Quando o outro fala de si mesmo, é egoísta.
Quando nós falamos... É porque precisamos desabafar.

Quando o outro se esforça para ser agradável, tem uma segunda intenção.
Quando nós agimos assim... É gentileza.

Quando o outro encara os dois lados do problema, está sendo fraco.
Quando nós o fazemos... Estamos sendo compreensivos.

Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, está se excedendo.
Quando nós o fazemos... É iniciativa.

Quando o outro progride, teve oportunidade.
Quando nós progredimos... É fruto de muito trabalho.

Quando o outro luta por seus direitos, é teimoso.
Quando nós o fazemos... É prova de caráter.

Quando você manda um e-mail como este, é porque gosta muito dos amigos.
Quando o outro manda... É um desocupado!

Autor desconhecido

sexta-feira, novembro 10, 2006

O menino das meias vermelhas


Todos os dias, ele ia para o colégio com meias vermelhas.
Era um garoto triste, procurava estudar muito, mas na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa. Os outros guris zombavam dele, implicavam com as meias vermelhas que ele usava.

Um dia, perguntaram porque o menino das meias vermelhas só usava meias vermelhas. Ele contou com simplicidade:
- No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Botou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei, comecei a chorar, disse que todo mundo ia zombar de mim por causa das meias vermelhas. Mas ela disse que se me perdesse, bastaria olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas saberia que o filho era dela.

Os garotos retrucaram:
- Você não está num circo! Porque não tira essas meias vermelhas e joga fora?

Mas o menino das meias vermelhas explicou:
- É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim vai me encontrar e me levará com ela.

Carlos Heitor Cony

http://www.comamor.com.br/meias_vermelhas.asp

quinta-feira, novembro 09, 2006

Que mochila pesada!


Precisando fazer uma longa viagem, um homem se preparou como melhor lhe convinha. Teria um longo caminho, onde enfrentaria sol, chuva, os rigores do inverno, enfim, obstáculos de todo tipo.

No entanto, achava que nada poderia detê-lo. Providenciou sapatos, roupas, chapéu, tudo o que achava necessário. Pensou também em seu destino e no que de valor possuía. Abriu a mochila e nela colocou seus pertences, calçados, roupas, chapéu..., Tudo novo. Achou que, mesmo que não quisesse usá-los ao menos os teria a seu dispor.

Acomodou a mochila nas costas e partiu. Ao longo de sua caminhada, após inúmeras trilhas, o homem se cansou. Ficou exausto!
O peso daquele tesouro que ele nunca utilizava estava ficando insuportável.
O calçado, na mochila, continuava novo... Mas os pés dele estavam acabados. A peça de roupa estava intacta enquanto o corpo dele sujo e maltratado... O chapéu também estava novo enquanto que a cabeça ardia por causa do sol.

Faltava muito ainda para chegar ao fim de sua jornada... Mas, tudo o que possuía, embora novo e preservado, de nada lhe servia...

Em silêncio, concluiu:
- Se tivesse utilizado meu calçado novo muito antes, ele estaria velho agora, mas meus pés estariam mais confortáveis...
- Se eu tivesse usado todas as minhas roupas, elas estariam rotas agora, mas meu corpo mais protegido...
- Se eu tivesse usado meu chapéu, suas abas estariam puídas, mas minha cabeça preservada...

Ele refletiu e reconheceu que ali, tão perto dele, estavam seus verdadeiros amigos para servi-lo. Porém, tentando preservá-los, ele não havia permitido que participassem da sua vida.

Lembre-se:
Seus amigos não desejam apenas fazer parte da sua mochila como um fardo, um calçado, uma roupa, um chapéu... Querem estar com você em toda sua caminhada, mesmo que cheguem ao fim dela desgastados, sujos, cansados.

Ainda assim, estariam certos de que, de algum modo, contribuíram para aliviar a sua dor, o seu sacrifício, e de que participaram também da sua alegria. Todos juntos, conseguiram chegar ao fim!

Mensagem retirada do site da Polícia Militar de Alagoas. http://www.pm.al.gov.br/intra/modules/wfsection/article.php?articleid=56

quarta-feira, novembro 08, 2006

A loja de Deus


Entrei numa loja e vi um anjo no balcão. Maravilhado, perguntei-lhe:

- Santo Anjo do Senhor, o que vendes?

Respondeu-me:

- Todos os dons de Deus.
- Custa muito caro?
- Não, tudo é de graça.

Contemplei a loja e vi vasos de vidro de fé, pacotes de esperança, caixinhas de felicidade e sabedoria.Tomei coragem e pedi:

- Por favor, quero muito amor de Deus, todo o perdão dele, vidros de fé, bastante felicidade e salvação eterna para mim e para minha família.

Então, o anjo do senhor preparou um pequeno embrulho que cabia na minha mão.

- É possível, tudo aqui?

O anjo respondeu sorrindo:

- Meu querido irmão, na loja de Deus não vendemos frutos, apenas sementes.

Autor desconhecido

http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?Id=6

terça-feira, novembro 07, 2006

Afinidade


A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade,
qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa,
o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe
não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece
depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim,
Sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido
a respeito dos mesmos fatos que impressionam,
comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao
entendimento.

Afinidade é sentir com, nem sentir contra,
nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente,
mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado,
não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar
o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar,
jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio,
tanto nas possibilidades exercidasquanto
quanto das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou
sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser,
cada vez mais a expressão do outro
sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

Arthur da Távola

http://www.laurapoesias.com/poesias1/afinidade.htm

segunda-feira, novembro 06, 2006

A ostra e a pérola

"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas"

As pérolas são feridas curadas, pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.

Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada. Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas? Você já sofreu os duros golpes do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença? Então, produza uma pérola.

Cubra suas mágoas com várias camadas de amor. Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem. Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras" Vazias, não porque não tenham sido feridas, mas, porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso fala mais que mil palavras..

Autor desconhecido

http://www.facilitavida.com.br/ostra_perola.html

domingo, novembro 05, 2006

Pai Nosso


Se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração ao amor. Será inútil dizer: Pai nosso.

Se os meus valores são representados pelos bens da terra. Será inútil dizer: que estais no céu.

Se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo. Será inútil dizer: santificado seja o Vosso nome.

Se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades. Será inútil dizer: venha a nós o Vosso reino.

Se no fundo o que quero mesmo é que todos os meus desejos se realizem. Será inútil dizer: seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu.

Se prefiro acumular riquezas, desprezando meus irmãos que passam fome. Será inútil dizer: o pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Se não importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar aos que atravessam o meu caminho. Será inútil dizer: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho certo. Será inútil dizer: e não deixes cair em tentação.

Se por minha vontade procuro os prazeres materiais e tudo o que é proibido me seduz. Será inútil dizer: livrai-nos do mal.

Se sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar. Será inútil dizer: Amém.

Autoria de Edmilson Duarte Rocha

http://www.sabetudo.net/mensagens/Pai_nosso.htm