Mensagem de Sabedoria

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Recomeçar (ou Faxina na alma)


Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível
e necessário "Recomeçar".

Recomeçar é dar uma nova
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de apender a pintar,
desenhar,
dominar o computador,
ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão
de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou
com o seu "período de isolamento",
tem tanta gente esperando apenas um
sorriso teu para "chegar" perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem
nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado,
até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar
novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto,
queira o melhor do melhor,
queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós
aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno,
coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor
e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,
esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida,
para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o "Amor".

Paulo Roberto Gaefke

http://www.meuanjo.com.br/recomecar.php

quarta-feira, janeiro 30, 2008

A menina e o pássaro encantado


Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar.

Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...

Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.

Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.

- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...

E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.

Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.

-...Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.

Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago cações tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.

E de novo começavam as estórias.

A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia.

E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.

Mas chegava sempre uma hora de tristeza.

- Tenho que ir, ele dizia.

- Por favor, não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar...

- Eu também terei saudades, dizia o pássaro. -- Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. Aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.

Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite.

Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.
- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz.

Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.

Finalmente ele chegou; maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.

Cansado da viagem, adormeceu.

Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.

Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.

- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias...

Sem a saudade, o amor irá embora...

A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.

Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar.

Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava.

E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...

Até que não mais agüentou.

Abriu a porta da gaiola.

- Pode ir, pássaro, volte quando quiser...

- Obrigado, menina, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito.

Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar...

E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.

- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...

E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos...

- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje...

Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.

Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.

Ah! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...

E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.

- Quem sabe ele voltará amanhã...

E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

Autoria de Rubens Alves

http://www.cvdee.org.br/ev_historiatexto.asp?id=134

domingo, janeiro 27, 2008

Oração de uma camponesa de Madagascar


Senhor!
Dono das panelas e marmitas!

Não posso ser a santa que
medita aos vossos pés.

Não posso bordar toalhas
para o vosso altar.

Então, que eu seja santa
ao pé do meu fogão.

Que o vosso amor esquente
a chama que eu acendi
e faça calar minha vontade
de gemer a minha miséria.

Eu tenho as mãos de Maria.
Mas quero também ter
a alma de Maria.

Quando eu lavar o chão,
Lavai, Senhor, os meus pecados.

Quando eu puser na mesa a comida,
Comei também, Senhor, junto conosco.

É ao meu Senhor que eu sirvo,
Servindo minha família.

Registrada pelo frei dominicano Raimundo Cintra

http://www.simplesmentebeijaflor.com/OracaoCamponesa.html

sábado, janeiro 26, 2008

O que um amigo pode


Eu não posso acabar com todos os seus problemas, dúvidas ou medos,
mas eu posso ouvir você e juntos podemos procurar soluções.

Eu não posso apagar as mágoas e as dores do seu passado
nem posso decidir qual será o seu futuro,
mas no presente eu posso estar com você se precisar de mim.

Eu não posso impedir que você leve tombos,mas posso oferecer minha mão para você agarrar e levantar-se.

Suas alegrias, triunfos, sucessos e felicidades não me pertencem,
mas seus risos e sorrisos fazem parte dos meus maiores bens.

Não é de minha alçada tomar decisões por você,
nem posso julgar as decisões que você toma,
mas eu posso apoiar, encorajar e ajudar se me pedir.

Eu não posso traçar ou impor-lhe limites,
mas posso apontar-lhe caminhos alternativos,
procurar com você medidas de crescimento, formas de encontrar-se,
meios de ser você mesmo sem medo da rejeição.

Eu não posso salvar o seu coração de ser partido pela dor,
pela mágoa, perda ou tristeza,
mas posso chorar com você e ajudá-lo a juntar os pedaços.

Eu não posso dizer quem você é ou como deveria ser:
eu só posso amá-lo e ser seu Amigo!

Autoria de Sílvia Schmidt

http://humancat.com/Coisas/queposso.htm

sexta-feira, janeiro 25, 2008

A carta de um bebê


Oi mamãe, tudo bom?

Eu estou bem, graças a Deus faz apenas alguns dias que você me concebeu em sua barriguinha. Na verdade, não posso explicar como estou feliz em saber que você será minha mamãe. Outra coisa que me enche de orgulho é ver o amor com que fui concebido. Tudo parece indicar que eu serei a criança mais feliz do mundo!

Mamãe, já passou um mês desde que fui concebido, e já começo a ver como o meu corpinho começa a se formar, quer dizer, não estou tão lindo como você, mas me dê uma oportunidade !!!!!! Estou muito feliz!!!!!! Mas tem algo que me deixa preocupado... Ultimamente me dei conta de que há algo na sua cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem, isso vai passar, não se desespere.

Mamãe, já passaram dois meses e meio, estou muito feliz com minhas novas mãos e tenho vontade de usá-las para brincar... Mamãezinha me diga o que foi? Por que você chora tanto todas as noites?? Porque quando você e o papai se encontram, gritam tanto um com o outro? Vocês não me querem mais ou o que? Vou fazer o possível para que me queiram...

Já passaram 3 meses, mamãe, te noto muito deprimida, não entendo o que está acontecendo, estou muito confuso. Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou uma visita amanhã. Não entendo, eu me sinto muito bem.... por acaso você se sente mal mamãe?

Mamãe, já é dia, onde vamos? O que está acontecendo mamãe? Porque choras? Não chore, não vai acontecer nada... Mamãe, não se deite, ainda são 2 horas da tarde, não tenho sono, quero continuar brincando com minhas mãozinhas.

Ei! O que esse tubinho está fazendo na minha casinha? É um brinquedo novo?

Olha! Ei, porque estão sugando minha casa? Mamãe! Espere, essa é a minha mãozinha! Moço, porque a arrancou? Não vê que me machuca? Mamãe, me defenda! Mamãe, me ajude! Não vê que ainda sou muito pequeno para me defender sozinho?

Mãe, a minha perninha, estão arrancando. Diga para eles pararem, juro a você que vou me comportar bem e que não vou mais te chutar. Como é possível que um ser humano (humano) possa fazer isso comigo? Ele vai ver só quando eu for grande e forte...

Ai..... mamãe, já não consigo mais... ai... mamãe, mamãe, me ajude...

Mamãe, já se passaram 17 anos desde aquele dia, e eu daqui de cima observo como ainda te machuca ter tomado aquela decisão. Por favor, não chore,lembre-se que te amo muito e que estarei aqui te esperando com muitos abraços e beijos.

Te amo muito,
Seu bebê.

Autor desconhecido

http://www.palavrasdocoracao.com.br/licoes_de_vida/a_carta_de_um_bebe.php

quinta-feira, janeiro 24, 2008

O poder da língua

Adaptado de “A Raposa e as uvas”, peça teatral de Guilherme de Figueredo, feita por Pedro Bandeira. Publicado no Jornal Alto Madeira de 30/06/2006.



Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcunda, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou:

- Toma, Esopo. Aqui está este saco de moedas. Corre no mercado. Compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo!

Pouco tempo depois Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso:

Ah! Língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos saber tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?

O escravo, de olhos baixos, explicou sua escolha:

- O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que nos une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, da compreensão. É a língua que torna eterno os versos dos grandes poetas, a idéia dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se encanta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos “mãe” e “querida” e “Deus”. Com a língua dizemos “sim”. Com a língua “eu te amo”! O que pode haver melhor do que a língua, senhor?

O mercador levantou-se, entusiasmado:

- Muito bem Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora esta outra sacola de moedas. Vai de novo ao mercado e traze o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria.

Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso:

- Hum... já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior...

O mercador descobriu o prato e ficou indignado:

- O quê? Língua? Língua outra vez? Língua? Não disseste que a língua era o que havia de melhor? Queres se açoitado?

- A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. E a fonte de todas a intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usa os maus políticos quando querem nos enganar com suas falsas promessas. É a língua, que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua dizemos “morre” e “canalha” e “demônio”. Com a língua dizemos “não”! Com a língua dizemos “eu te odeio”! Aí está senhor, porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas.

Fonte: http://www.mudarparavivermelhor.com.br/imprimir.asp?noticia_no=261